18 de nov. de 2011



“Quando à beira da morte, Alexandre, O Grande, convocou os seus generais e relatou seus últimos desejos: - Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época; - Que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); - Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:
- Quero que os mais eminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles não têm poder de cura perante a morte; - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem; - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
Alexandre, O Grande, nasceu em 20 de julho de 356 a.C. em Pela (ou em Vergina) e morreu em 10 de junho de 323 a. C., na Babilônia, com apenas 33 anos. Viveu o mesmo tanto que Cristo viveu. Depois de realizar todas as conquistas e vitórias, depois de alvoroçar o mundo na sua época, descobriu que nada se levava da terra, que não adiantava ir tão longe sem a realização de vida, que nenhum homem vencia a morte. Homens hoje, como Bill Gates, Steve Jobs, que modificaram o mundo com desenvolvimento da informática; ou ainda Mark Zuckerberg, criador do Facebook, rede social através da qual é possível conhecer milhões de pessoas em pouco tempo, têm alvoroçado o mundo, mas não conseguiram transformar a alma do homem, torná-lo mais humano, realizado e feliz com o poder de vencer a morte.
Jesus Cristo, sem o poder da informática, formou a maior rede social começando apenas com 12 homens. A maior rede transformadora de todos os tempos, como relata o livro de Atos dos Apóstolos. Até hoje, a ação daqueles homens e mulheres, de 2.000 anos atrás, tem feito maravilhas entre os homens. Tem feito milagres poderosos na transformação das trevas em luz, transformação dos corações de pedra em corações cheios de amor e da graça de Deus, que retira o homem do lamaçal de pecados e o coloca sobre a rocha firme (Salmo 40). Qual é o homem com todos os seus bilhões que é capaz de fazer tal proeza? Esta maravilha é infinitamente maior do que a criação do Facebook por Zuckerberg.
Quem vive no poder de Deus pode alvoroçar o mundo, pois o poder do Amor de Deus, vivido por Cristo, transformou, está transformando e transformará muitas vidas, enchendo-as da riqueza maior, que é a graça e a vida eterna em Cristo Jesus. Alvoroce o mundo com sua vida, a começar por sua família, vivendo no exemplo de Cristo e na ação do Espírito Santo de Deus.”

6 de out. de 2011

QUEM SOMOS



“Estes que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui” (Atos 17.6b).
Estamos empenhados na campanha para levantamento de recursos para Missões Nacionais e como sugestão de nossa junta, estamos publicando meditações preparadas pelo Pr. Israel Belo de Azevedo para nossa inspiração e despertamento quanto ao interesse que nos move a participar da obra missionária. Transcrevemos a seguir o texto cujo título “Quem Somos” nos desafia a pensarmos em nossa identidade como filhos de Deus e nossa responsabilidade.
“Quando lemos Atos 17.6, somos informados de uma série de episódios, provocados por homens, nomeados como “Estes”. “Estes” têm nomes: Paulo e seu assistente Silas.
Sobre Silas, pouco sabemos, mas sabemos que era um profeta em Jerusalém e foi enviado, como parte de uma equipe, a Antioquia para levar uma carta, que não escrevera. Seu papel era de coadjuvante. Em Antioquia, lida em voz alta a correspondência, pregou e resolveu ficar na cidade. Ali Paulo viu os seus dons e o chamou para compor sua equipe, convite que foi aceito.
Sabemos, então, que Silas sabia que era um coadjuvante, tanto em Jerusalém quanto nas viagens pelo mundo, como parte da equipe, da qual o líder era Paulo.
Cada um de nós precisa saber qual é o seu lugar no Reino de Deus. Há lugar para coadjuvantes, que Deus torna protagonistas, quando são obedientes à sua Palavra. Sobre Paulo, muito sabemos. Paulo sabia quem era e muito sabemos a seu respeito: um homem amado por Deus e por Ele enviado a proclamar a graça de Jesus fora do mundo judeu. Vemos sua vida no livro de Atos, escrito por outro assistente seu, o médico Lucas, e em suas 13 cartas. Paulo mesmo se apresenta como um apóstolo aos gentios (habitantes do mundo romano, exceto os moradores de Israel desde então). Neste gigantesco trabalho, ele se definia como um escravo de Jesus Cristo.
Silas e Paulo transformaram a cidade que visitavam, com o seu modo de viver, que incluía atenção total à Palavra de Deus.
Se queremos alvoroçar o mundo, precisamos saber quem somos. E nossa primeira identidade é esta: somos amados por Deus.

23 de set. de 2011

COMPROMETIDOS COM O REINO DE DEUS


“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20).
Quero aproveitar o assunto estudado durante a semana e que culminou na lição da Escola Bíblica, para continuar pensando com os amados irmãos e queridos leitores, em duas palavras que fazem parte do título e que são a razão de ser de nossa preocupação: “essência” e “aparência”. As estatísticas revelam que a população evangélica no Brasil está na ordem de vinte e um por cento do total de cerca de cento e noventa e dois milhões de habitantes. Isto significa dizer que em números, os evangélicos somam a mais de quarenta milhões em nosso país.
Agora, uma pergunta: Deste número, quantos são cristãos de verdade? Isto é, quantos realmente valorizam a essência e não são meras figuras estatísticas neste universo de números que são apresentados? Quantos honram de verdade o nome de Cristo e são autênticos discípulos prontos a todo custo a fazer a diferença como sal da terra e luz neste mundo tenebroso? Quantos estão dispostos a pagar o preço de uma vida de renúncia e submissão Àquele que já pagou o grande preço da salvação da nossa alma?
Infelizmente, podemos verificar nos dias em que vivemos, alguns tipos de pessoas que se dizem cristãos evangélicos mas têm uma vida incoerente com o discurso que proclamam. Muitos envolvidos com a igreja que congregam, mas pouco ou quase nada comprometidos com o Deus da igreja. Desejando as bênçãos de Deus, mas sem querer assumir compromisso nenhum com o Deus das bênçãos. Fazendo muitas vezes da igreja um esconderijo para sua hipocrisia que revela na família ou no ambiente familiar o seu verdadeiro caráter.
Amados irmãos em Cristo, o mundo precisa ver em nós, discípulos verdadeiramente comprometidos com o Reino de Deus. Cristãos que valorizam a essência, isto é, a salvação que foi adquirida não por nossos méritos, mas pela obra redentora, fruto do amor de Deus revelado em Cristo Jesus.
Cristãos comprometidos traduzem o compromisso com uma vida de santidade, preocupados com o crescimento espiritual na busca de uma intimidade crescente com o Senhor, através do conhecimento da Palavra e de uma vida de oração. Utilizam as bênçãos materiais dadas pelo Senhor para investir no Reino de Deus através da igreja na Obra Missionária. São promotores da paz na família, na igreja e na sociedade. Glorificam o nome Senhor com atitudes que abençoam e alegram o ambiente em que vivem. São fiéis em seus compromissos, honrando o nome de Deus em seus negócios ou relacionamentos.
Concluo, temendo dizer que nas estatísticas apresentadas, se fizermos um senso mais detalhado teremos muitos “evangélicos” e poucos “crentes” porque nestes quarenta milhões, certamente, a maioria valoriza mais a “aparência” do que a “essência” e o testemunho verdadeiro fica a desejar.
Que Deus tenha misericórdia de nós! Amém!

15 de set. de 2011

ALVOROÇANDO O MUNDO


“Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm. 12:1-2)
Na carta que Paulo escreveu aos romanos, a exortação acima convida os crentes a tomarem uma atitude radical em relação ao estilo de vida diferenciado que precisam viver. Uma vida agradável a Deus, obrigatoriamente vai andar na contra mão do padrão e dos comportamentos adotados por um mundo corrompido e perverso. Fomos chamados para sermos diferentes, cada dia mais parecidos com o nosso Salvador Jesus Cristo, buscando sempre Nele, o modelo para o nosso viver do dia-a-dia, interagindo numa sociedade que cada vez mais se afasta de Deus.
Neste capítulo da carta citada, iluminado pelo Espírito Santo, Paulo não somente faz a exortação mas nos ensina a viver na prática o que ele entende como a vontade de Deus para nós. E a partir do versículo nove aprendemos como viver uma vida que agrada a Deus. “O amor dever ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom. Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios. Nunca lhes falte o zelo, sejam fervorosos no espírito, sirvam ao Senhor. Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração. Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade. Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem e não os amaldiçoem. Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram. Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios a seus próprios olhos. Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei” diz o Senhor. Ao contrário: “Se o teu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”. Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”
Praticando estes princípios, sem dúvida nenhuma, estaremos alvoroçando o mundo, impactando a sociedade, abençoando vidas e principalmente glorificando o nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Que Ele nos abençoe! Amém!

9 de set. de 2011

TEMPO DE QUEBRANTAMENTO


“Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás” (Sl. 51.17).
Quebrantamento quer dizer contrição. Essa palavra sugere algo que foi esmagado em minúsculos pedaços, tal como uma rocha que esse tornou pó. Quebrantamento consiste em rompimento da nossa vontade e total rendição a vontade de Deus; em abrir mão da nossa autoconfiança, deixando amolecer o solo do nosso coração endurecido, para que a palavra de Deus penetre e lance raízes. O quebrantamento é obra de Deus, mas exige a nossa participação. Decisões precisam ser tomadas, atitudes corajosas e determinadas fazem parte deste processo que agrada a Deus.
O tempo que estamos vivendo é tempo de quebrantamento, de reconhecermos que Deus quer fazer algo extraordinário em nossa igreja, em nossas famílias. Na história do povo de Israel em determinado momento que antecedeu o desafio de atravessarem o Jordão e enfrentarem os inimigos para a conquista da terra prometida, a recomendação de Josué era clara e objetiva: “Santifiquem-se, pois amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” (Js. 3.5).
Os tempos são outros, mas os desafios continuam e quem sabe são maiores para os enfrentamentos dos dias em que vivemos e a recomendação de Deus continuam a mesma: SANTIFIQUEM-SE. Ele quer fazer maravilhas em nosso meio. A santificação começa com o quebrantamento, cujas principais decisões ou atitudes as quais nos referimos acima, são as seguintes:
ARREPENDIMENTO – Há duas maneiras de viver a vida cristã. Uma é fazer de conta que estamos bem escondendo os erros e conflitos no nosso mundo interior. Tal atitude gera a espiritualidade farisaica, hipócrita e perigosa de pretender “vender” uma boa imagem de nós mesmos para os outros. A outra maneira é viver no Espírito, deixar Deus trabalhar, reconhecer nossa fragilidade e nosso pecado, voltando constantemente com humildade, ao trono da graça de Deus arrependidos do que somos e do que fazemos. Isso deve fazer parte de nossa vida diária. Sempre que quisermos mostrar para os outros aquilo que não somos, agimos com hipocrisia. Examinemos nosso coração, cheguemos ao arrependimento e a mudança de atitudes.
REAL INTERESSE PELA PALAVRA DE DEUS E PELA ORAÇÃO – A bíblia é a nossa fonte de orientação e sem a oração não há vida espiritual verdadeira. O verdadeiro quebrantamento nos leva ao aprofundamento do nosso relacionamento com Deus e isso só podemos adquirir buscando nas vias de comunicação com Ele: Bíblia e Oração. Falar com Deus, abrir o coração com fé através de nossas orações, aprender e praticar os ensinos da Sua Palavra são resultados de um verdadeiro quebrantamento, pois são atitudes de obediência que Deus se agrada.
Poderíamos relacionar muitas outras características de um quebrantamento genuíno, entretanto vamos nos limitar os acima citados, sem esquecer que todo crente quebrantado se torna um crente preocupado com o crescimento do Reino de Deus. Na bíblia sempre que o Salmista tinha uma grande experiência com Deus que o levava a conhecer mais profundamente a Deus, logo começava a convidar a todos a louvar e conhecer também o Deus a quem ele adorava. Quem está espiritualmente saudável deseja compartilhar sobre Deus e Sua Graça com os outros. Deus nos dê um coração cheio de amor pelos perdidos. AMÉM!

25 de ago. de 2011

CONGRESSO DA JUVENTUDE DA IBCBR


QUAL O ALVO QUE QUEREMOS ACERTAR?


“Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo –me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Fp. 3. 13-14).
Um alvo bem definido é o começo de uma vida bem sucedida. Um sonho bem definido, é o começo de tudo. No texto acima Paulo declara qual era o seu alvo e isto está expresso no contexto de forma direta no versículo dez quando o apóstolo faz a seguinte afirmação: “quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como Ele em sua morte”. Este era o desejo ardente de Paulo, o seu alvo a ser alcançado – experimentar a vida real de Jesus. O exemplo deste servo de Deus nos sugere uma pergunta: qual o seu alvo? Quais os objetivos que você está perseguindo? Sócrates, filósofo que viveu quatro centenas de anos antes de Cristo já dizia que “uma vida sem objetivos não é digna de ser vivida”.
Conhecer Jesus, andar com Ele, aprender D’Ele, absorver o Seu caráter, tornar-se Seu amigo íntimo, espelhar-se no seu exemplo, absorver os Seus valores, deve ser o alvo ou o objetivo a ser alcançado em nossa vida. O seu amorável convite nos garante resultados gratificantes na grande corrida da vida – “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para suas almas.” Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt. 11. 28-30). Ir ao encontro de Jesus, conhecê-lo mais e mais deve ser o nosso maior desejo. Nesta busca não estamos correndo nem lutando sem meta e já dizia Paulo “... luto, não como desferindo golpes no ar...” (I Co. 9.26). É certo, porém que muitos crentes ainda não foram conscientizados a respeito desta luta ou corrida. Não perseguem a perfeição nem anseiam a conquista do alvo para o qual Deus os chamou. Estão contentes com a salvação gratuita, mas a ambição de conhecer a Cristo, participar dos seus sofrimentos e exercer o seu poder não se manifesta.
Talvez este tipo de comportamento ou vida de contemplação seja em decorrência de continuarem presos “às coisas que atrás ficaram” quando o texto é claro e objetivo: “esquecer e avançar”.
Quais as “coisas” que estão impedindo você de prosseguir? Que tipos de pecados estão embaçando a sua visão e impedindo você de fixar o seu olhar no alvo? O texto informa que Paulo enxergava nitidamente o alvo e esperava logo receber o prêmio;
Neste tempo de tremendos desafios para nós, crentes em Jesus Cristo, tal como Paulo não nos coloquemos como aqueles que se julgam já terem alcançado o alvo, mas que continuemos no desejo sempre crescente de conhecer mais e mais a Cristo, “perseguindo” o alvo da santidade pela comunhão dos Seus sofrimentos que trazem a nossa memória o grande amor de Deus nos livrando da condenação eterna.

Que Ele nos abençoe! Amém!

17 de ago. de 2011

A PAZ DE DEUS


“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.” (Fp. 4.6-7)
Um dos mandamentos menos observados pelos filhos de Deus é o de não permitir que a ansiedade sobre coisa alguma penetre no coração. Talvez você seja semelhante a uma panela de pressão que à medida que as circunstâncias se tornam mais e mais quentes, a pressão aumenta. Descontentamento se externa com reclamação e queixumes. Mas, reprimido no coração, poderá levar a uma explosão com conseqüências incalculáveis. E como é difícil perdoar quem perdeu o controle, particularmente aquele que se dizia “crente”. Semelhante ao erro permanente ou ao pecado que nunca tem perdão é aquela ansiedade que não se neutralizou na “paz de Deus”, aumentando até explodir em palavras ou atos violentos.
Meu amado irmão, você já conseguiu experimentar a “paz de Deus que excede todo entendimento”? Como o óleo que “excede porque absorve a alta temperatura do motor, e ao mesmo tempo lubrifica todos os pontos de pressão e atrito, assim acontece com a paz divina. Ela emana da segurança absoluta, de que todas as circunstâncias que surgem na vida, especialmente as que estão fora do nosso controle são as melhores para nós. Deus, nosso Pai Onipotente, Onisciente e amoroso, escolheu cada detalhe da vida passada e futura para nosso bem.
Mas a promessa de paz que excede e que guardará nossos corações e mentes em Cristo Jesus parece que não foi oferecida a todos os Cristãos! Doutra maneira não haveria crentes preocupados com o presente e temerosos com o futuro. Como se explica a falta de paz em tantos corações? Deus inspirou seu Apóstolo a escrever as palavras infalíveis deste versículo. Mas na experiência do dia a dia, as mentes e coração dos irmãos são mais perturbados que as ondas do mar num furacão. Não é de admirar que o mundano incrédulo, na maioria dos casos, procura o psiquiatra para ajudá-lo a curar sua ansiedade, e não a igreja de Cristo, e se os seguidores de Cristo não têm a solução, como se espera que os descrentes acreditem nesta promessa?
Mas a segunda parte deste versículo acende para nós a chama da esperança de que há uma solução. Diz o texto que o antídoto à ansiedade e descontentamento não encontra-se em outra ação senão na oração de fé. Pensamentos que trazem ao coração revoltantes e horríveis possibilidades, devem ser vencidos pela comunhão com Deus na oração, juntamente com petições específicas e marcadas “com ações de graças”. Quando oferecemos o verdadeiro sacrifício de gratidão a Deus (Hb. 13.15-16), admitimos que Ele tem o direito de nos atender segundo o que lhe parece bem. Reconhecemos abertamente que Deus faz com que todas as vicissitudes da vida cooperem para o bem daqueles que o amam. (Rm. 8.28)
LANCEMOS NELE TODA A NOSSA ANSIEDADE. DESCANSEMOS NO CUIDADO QUE ELE TEM POR NÓS. AMÉM!!!
(Epístolas da Prisão com adaptações)