26 de abr. de 2012

SONDA-ME, USA-ME

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl. 139 23-24) A expressão acima, do salmista Davi se constitui num juízo próprio que é a primeira exigência se queremos viver uma vida abençoadora. Todo conhecimento de Deus deveria produzir necessariamente uma transformação de vida. Diante de Deus não há segredos, não há pensamentos, não há desejos ou atitudes que Ele não prove. No original hebraico a atitude de sondar é uma atitude constante, contínua, ininterrupta. Deus está constantemente passeando no meu ser, conhecendo meu raciocínio, provando minhas emoções, iluminando meus pensamentos. Deus sabe quando realmente estou rindo de felicidade ou se estou rindo para não chorar. Ele sabe as minúcias da minha vida, as coisas mais banais. Não há nada que eu possa esconder debaixo do tapete ou no fundo do baú. Quem sabe, muitos de nós vivemos algumas vezes como se nem mesmo Deus tivesse tal conhecimento a nosso respeito. Abrimos espaço para a hipocrisia, a maior companheira de quem diz que conhece a Deus, mas não anda com Ele. Você já se perguntou como se dá um relacionamento com alguém para quem você não tenha nenhum segredo? Com quem você não precise vestir as fantasias nem tentar impressionar com suas conquistas, com suas realizações ou seduzir com suas conversas vazias? Nossos relacionamentos são basicamente constituídos assim. Desde cedo aprendemos a representar, a procurar impressionar as pessoas, a buscar a auto-afirmação no trabalho e suas conquistas. Os relacionamentos são com pessoas que não nos conhecem pelo que somos, e sim pelo que fazemos, que nos amam não necessariamente porque nos conhecem, mas porque nos julgam úteis e procuramos sempre esconder aquilo que sabemos que poderia prejudicar a imagem que queremos que tenham de nós. O Salmo 139 nos fala da descoberta de um Deus para quem não há segredos, que nos conhece e nos ama exatamente pelo que somos. E o salmista conclui “tal conhecimento é maravilhoso demais para mim”. Ele passa para nós a mensagem de que Deus não apenas nos conhece como pessoas, mas deseja relacionar-se conosco pessoalmente. Meus amados irmãos, a vida cristã só tem sentido quando descobrimos plenamente esta verdade de que de Deus, não podemos fugir. Assim, alguns princípios precisam ser colocados em prática em nosso viver. Desejar o agir de Deus em nossa vida – Permitir que Ele mesmo realize a obra segundo a sua vontade – Deixar ser conduzido pela sua mão. O Salmo conclui com uma oração. Uma oração para que Deus nos revele aquilo que somos diante dos Seus olhos. Uma oração que é também um convite para que ao invés de fugir da presença de Deus, façamos do nosso coração e da nossa alma o lugar da sua habitação, da comunhão e da amizade. “Sonda-me ó Deus...” Revela o que há dentro de mim, quem sou, meus pecados, minhas virtudes, meu amor e ódio. É esta a oração que precisamos fazer diante de alguém que nos conhece e ama tanto. Que Ele nos abençoe!

20 de abr. de 2012

100 Dias de Oração, 100 Dias que Impactarão o Brasil.

Domingo dia 22 de Abril, no Culto Vespertino, a partir das 19:00h. lançamento oficial da Campanha: "100 Dias de Oração, 100 Dias que Impactarão o Brasil".

"Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. (...)" Tiago 5.13a

"Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele (...)" Tiago 5.14a

"E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. (...)" Tiago 5.15a

"Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A ORAÇÃO DE UM JUSTO É PODEROSA E EFICAZ. Tiago 5.16

"Em 60 segundos muita coisa pode mudar". Tenha fé, CREIA EM DEUS, ORE, o mais, Ele vai fazer.

Venha estar conosco nos cultos da manhã às 09:00h. e noite às 19:00h. sendo abençoado pelo amor de Deus, e seu cuidado.

Endereço: Rua Adil Miranda, (antiga Rua Lúcia), 166 - Centro - Belford Roxo. Atrás da Casa&Vídeo, na rua do Hospital da Mulher.

100 DIAS QUE IMPACTARÃO O BRASIL

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (II Cr. 7.14) O tema e o texto foram escolhidos para um grande movimento dos batistas brasileiros que, com certeza, irá marcar a nossa história, fazendo deste tempo uma excelente oportunidade de reflexões e avaliações do nosso compromisso com Deus e Seu Reino. Estamos vivendo um tempo de grandes eventos, grandes shows ou ajuntamentos, mas um tempo de pequenos ou diminutos compromissos. Existe uma verdadeira febre por estatística, quantidade, e o mundo evangélico também entrou nessa competição, fruto do consumismo que se apresenta como um monstro voraz que precisamos alimentar. Há pouquíssima diferença entre crentes e incrédulos, e a busca da fama, do poder e do sucesso faz com que cada vez mais essa diferença se torne menor. Cito o escritor Robert Mc Cheyne em uma de suas obras: “Deus abençoa muito mais a grande semelhança com Jesus do que os grandes talentos” e ainda do livro Crise de Integridade a frase “O cristão que Deus quer abençoar na crise atual precisa ter coragem de ser diferente e a convicção de continuar na direção certa, aconteça o que acontecer”. No texto em referência, parece que Deus está dizendo a Salomão: “Olha Salomão, o meu povo precisa tomar algumas decisões ou atitudes ou fazer alguma coisa, se as fizerem algo vai acontecer. Eu virei e trarei avivamento”. Esta palavra é para nós nos dias de hoje. Avivamento é obra de Deus, é obra do Espírito Santo e temos que satisfazer as condições de Deus para que o avivamento venha. Essas condições exigidas por Deus estão claras no texto: humilhar, orar, buscar, desviar dos maus caminhos. Quero destacar as duas primeiras, pois é a grande proposta para os próximos 100 Dias. Orar é tocar o coração de Deus e somente consegue tocar o coração de Deus aquele que é humilde, que reconhece a sua própria limitação: na vida desse, Deus age e dá vitória. Quando nos humilhamos diante de Deus, Ele simplesmente não resiste à sinceridade do nosso coração. Não é por acaso que a primeira bem aventurança (Mt. 5.3) está relacionada com a humildade, que é o primeiro grande alicerce da construção de nossas vidas. A oração, portanto, é o reconhecimento da nossa total dependência de Deus e incapacidade de satisfazermos por nós mesmos as nossas próprias necessidades. É tempo de avivamento. E o verdadeiro avivamento começa com oração. Eis o grande desafio: querer experimentar um toque novo de Deus, dominando, agindo, dirigindo, ungindo. Chega de mesmice, de acomodação, de permanecer na zona de conforto. Deus nos convida à grandes feitos em nome de Jesus e precisamos começar orando. Não podemos nos conformar com o que somos, precisamos ir mais além: no amor, na dedicação, na ajuda ao próximo, no conforto ao sofredor, na busca do marginalizado, na fidelidade aos princípios bíblicos para a família e para a igreja de Cristo. A partir de hoje, separe um momento no seu dia e acompanhe as reflexões e motivos de oração para os 100 Dias (Livro 100 Dias que Impactarão o Brasil) e mãos a obra.

Ore! Ore! Ore! E as janelas dos céus se abrirão! Que Deus nos abençoe! Amém!

13 de abr. de 2012

A E.B.D. ENSINA - FIDELIDADE E DISCIPLINA NO ESTUDO PESSOAL DA BÍBLIA

Ouvi o testemunho de uma pessoa afirmando que, antes de se tornar cristã, no início de sua aproximação com a igreja, o fazia por conta dos momentos de “revelação” que ocorriam em tais cultos. Ficava até decepcionada quando tais coisas não ocorriam. Provavelmente você já tenha ouvido coisas semelhantes a essa. São pessoas que vivem e alicerçam sua fé cristã em ouvir testemunhos ou mesmo entoar e ouvir louvores. Certamente cantar e ouvir testemunhos cristãos é muito bom. Só que alicerçar a fé sobre isso... Seria possível?! A Bíblia é nossa regra de fé e prática. Isso quer dizer que as revelações de Deus estão nas escrituras. Significa que os grandes feitos dEle estão testemunhados na palavra, e que as maiores de todas as canções de adoração ao Senhor também lá se encontram. Você quer conhecer mais a Deus? Leia a Bíblia. Você deseja que Deus transforme a sua vida, tratando do seu coração? Exponha então a sua alma à radiação divina (I Jo. 1.5) e meditando na Palavra, deixe que ela apare e pode sua vida segundo o projeto e ideal do Senhor para sua existência. Aqui reside um questionamento: Se a Bíblia é tão completa e importante assim, porque muitos a menosprezam? Na verdade falta fidelidade ao estudo da Palavra de Deus. E isso ocorre por três marcantes ausências: disciplina, reconhecimento de uma necessidade e ausência de amor de Deus. Fazendo um auto-diagnóstico: Quantas vezes por semana, ou por dia, você pára, lê e estuda a Bíblia? Veja estou falando de estudar, de parar tudo para abrir a Palavra... Não é lê-la para preencher o tempo ou enquanto aguarda e fiscaliza o bombeiro consertar a torneira da pia. Se você não consegue parar para estudar a Bíblia, você precisa de disciplina. Disciplina não tem aqui a conotação de correção ou mesmo de flagelação. Disciplina é a capacidade de criar e consolidar hábitos. E o estudo da Bíblia tem de se tornar um hábito, a tal ponto que o não fazê-lo deixe sua consciência perturbada. Porque o povo se perdeu (Ez. 8)? Porque ainda não tinha o hábito de estudar a Palavra. Não possuía disciplina na busca pelo Senhor. Perderam a orientação de Deuteronômio 6.4-9. Estabelecer uma disciplina não é tarefa fácil, mas é imprescindível. Lembre-se que sua carne (Rm. 7) lutará contra seu espírito, procurando evitar que isso aconteça. O Diabo tentará de todas as formas criar e emular circunstâncias para evitar essa saudável e necessária prática. Tenha DISCIPLINA!

Desenvolva o hábito de estudar a Palavra de Deus!

30 de mar. de 2012

ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA - ESPAÇO DE CRESCIMENTO.

Nesta oportunidade em que celebramos a abertura do mês da EBD, queremos refletir no significado de existência da mesma. Partindo do tema proposto para o mês: Tempo para Deus, entendemos ser necessário começar pela questão prioritária que é o fator tempo! Vivemos uma época marcada pelo imediatismo, a síndrome do urgente se instalou, é tudo muito automático, transitório, descartável. Como resultado se tem a superficialidade, a fragilidade nos relacionamentos e na própria condição de ser humano. Isso porque a proposta de todo o sistema implantado nesta era é para desumanizar, tornar banal o que é de valor, fragilizar o ser humano, torná-lo vulnerável, presa fácil aos apelos do sistema de um mundo corrompido pelo pecado. Com tanto corre-corre não se acha tempo para reflexão sobre a ação. Um ser acrítico facilmente é envolvido por enganos e falsas verdades que sem dificuldade o seduz e atrai para distrações que o afastam do que é de real sentido para uma vida de qualidade que o dignifique como ser humano. Faz-se necessário o resgate de um tempo de qualidade para conhecer a Deus e fazê-lo conhecido. Tempo para comunhão com Ele e com sua igreja de forma permanente, contínua, assim como faziam os nossos irmãos da igreja primitiva em Atos 2:42 “E uniram-se aos outros crentes na frequência regular às reuniões de ensino dos apóstolos, de comunhão e nas reuniões de oração.” O pequeno grupo de estudos nas classes da EBD favorece esse processo de troca de conhecimentos e de vivências, favorece o desenvolvimento do caráter de Cristo que está sendo formado em nós desde o nosso novo nascimento “até que alcancemos a estatura de varão perfeito”. Não se constrói algo de tanto valor sem investimento de tempo de qualidade, sem persistência e dedicação. O texto que temos como base para o mês da EBD nos desafia a pregar a palavra, a nos preparar, estar pronto em todo e qualquer tempo para aconselhar, corrigir, encorajar e ensinar com toda a paciência. (II Tm. 4.2) Sejamos fiéis ao chamado daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz fazendo da EBD um real espaço de crescimento a partir da nossa participação comprometida com o ideal de estarmos preparados em toda e qualquer situação para compartilharmos a Palavra de Deus, a única que tem poder para libertar e salvar a todo aquele que se encontra perdido, satisfazendo assim o ideal do coração de Deus.

Que o Senhor nos sustente na busca deste ideal!

23 de mar. de 2012

COMO A HUMILDADE SE MANIFESTA

Conforme anunciamos no domingo passado, continuamos nesta edição, o assunto que tem sido nossa principal temática nestes dias em que nossa igreja vive momentos especiais na expectativa de um grande avivamento espiritual. Nos boletins anteriores utilizamos textos escritos pelo Pr. Hernandes Dias Lopes no livro “Filipenses – A alegria triunfante no meio das provas” os quais muito nos tem inspirado e ajudado nos estudos do trimestre que estamos encerrando. Hoje, estamos transcrevendo mais um trecho do referido livro, com o tema acima referido. “A humildade olha para o outro com honra. No capítulo 1, Paulo colocou Cristo em primeiro lugar (1.21). Agora, coloca o ‘‘outro’’ acima do ‘‘eu’’ (2.3). Uma pessoa humilde não tem sede de fama, projeção e aplausos. Ela não se embriaga com o poder. Não busca os holofotes do palco nem corre atrás das luzes da ribalta. Uma pessoa humilde não canta “Quão grande és tu” diante do espelho. O escritor Werner de Boor diz que uma pessoa humilde tem prazer de realizar o serviço que quase não aparece, o trabalho que permanece nos bastidores, a obra insignificante, deixando com alegria aos outros aquilo que parece mais importante e obtém maior reconhecimento. A humildade busca o interesse do outro com solicitude. A igreja de Filipos era multirracial: Lídia era uma Judia rica, a jovem liberta era uma escrava grega, e o carcereiro era um oficial romano da classe média. Nessas condições, não era fácil manter a unidade da igreja. Ter interesse em proteger os interesses alheios, porém, faz parte dos alicerces da ética cristã. No mundo, cada um cuida primeiro de si, pensa somente em si, e seu olhar está atento apenas aos próprios interesses. Os interesses dos outros estão fora de seu verdadeiro campo de visão. Por isso, tampouco existe no mundo verdadeira comunhão, mas somente o medo recíproco e a ciumenta autodefesa contra o outro. Em terceiro lugar, o supremo exemplo da humildade. No capítulo 2, Paulo cita exemplos de humildade, ou seja, colocar o “outro” na frente do “eu”. Entretanto, o argumento decisivo de Paulo é o exemplo de Cristo e se o exemplo de Cristo deve ser seguido, é melhor, então, manter maior interesse pelos direitos dos outros e pelos nossos deveres do que cuidar principalmente de nossos direitos e dos deveres dos outros. O texto que registra a encarnação, o esvaziamento, a humilhação, a obediência, a morte e a exaltação de Cristo não é uma peça doutrinária escrita por um teólogo de gabinete que está traçando reluzentes verdades doutrinárias contra nevoeiro denso das heresias, mas foi escrito por um homem que, com humildade e amor, lutava pela verdadeira concórdia de seus irmãos. Essas frases, com todo o seu teor dogmático, são parte dessa luta. A leitura correta desse magno texto cristológico não é apenas que trata da humilhação e exaltação do Filho de Deus, mas a que abala nosso coração egoísta e vaidoso por meio da trajetória seguida por Jesus”.

15 de mar. de 2012

AINDA SOBRE A UNIDADE

O assunto é extremamente necessário para os confrontos que precisamos urgentemente fazer, avaliando o nosso desempenho pessoal em busca desse ideal. Em continuação, transcrevemos a seguir mais um trecho do livro “Filipenses – A alegria triunfante no meio das provas” onde o autor fala sobre a humildade: A humildade é a virtude que promove a unidade. A humildade é o remédio para os males que atacam a unidade da igreja. Entre o povo de Deus, a humildade é um imperativo, pois “Deus escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes” (Pv. 3.34). Tiago diz que ‘‘Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes’’ (Tg. 4.6), e o Apóstolo Pedro ordena: “humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte” (I Pe. 5.6). A humildade deve ser a marca do cristão, pois, seu Senhor e Mestre foi “... manso e humilde de coração” (Mt. 11.29). Os discípulos de Cristo demoraram a entender essa lição e muitas vezes discutiram sobre quem deveria ocupar a primazia entre eles. Nessas ocasiões, Jesus lhes dizia que maior é o que serve e que Ele mesmo veio não para ser servido, mas para servir (Mc. 10.45). Vejamos três fatos importantes para o entendimento deste tema: Em primeiro lugar, o que é humildade? A humildade provém do conhecimento de Deus e de um correto conhecimento de si mesmo. Enquanto a ambição e o preconceito arruínam a unidade da igreja, a genuína humildade a edifica. Ser humilde envolve ter uma correta perspectiva sobre nós mesmos em relação a Deus (Rm.12.3), que por sua vez nos coloca numa correta perspectiva em relação ao próximo. O Apóstolo Paulo deu o seu próprio testemunho em suas cartas. Durante a sua terceira viagem missionária, se qualificou de “... o menor dos apóstolos” (I Co. 15.9), durante sua primeira prisão em Roma se intitulou de o menor dos menores de todos os santos (Ef. 3.8), e um pouco mais tarde, durante o período que se estendeu da primeira à segunda prisão em Roma, levou essas descrições humildes de sua pessoa ao apogeu, designando-se de o principal dos pecadores (I Tm. 1.15). Jamais o orgulho prevalece no coração de alguém que conhece a Deus e a si mesmo”. No próximo boletim daremos continuidade com o título COMO A HUMILDADE SE MANIFESTA. Não deixe de ler e fazer as avaliações sobre o seu próprio comportamento com relação ao que você tem feito para que nossa igreja experimente a unidade que precisamos para que unidos cumpramos a missão que o Senhor nos confiou.

Que Deus nos abençoe!

9 de mar. de 2012

A NECESSIDADE DE VIVERMOS EM UNIDADE

Dando continuidade ao tema tão sugestivo e desejado por nós, transcrevemos o texto a seguir, do livro “Filipenses – A alegria triunfante no meio das provas”, com algumas adaptações para nossa reflexão e prática: “A maior arma contra o inimigo é uma vida piedosa coerente, digna. No entanto, a igreja é mais do que a vida particular de cada um de seus membros. A igreja é uma equipe, é um time que precisa trabalhar unido. Contudo não bastam aos membros da igreja estarem juntos eles precisam ter confiança e não viver assustados diante do sofrimento. Podemos sintetizar este parágrafo, destacando três coisas: Em primeiro lugar, a necessidade de viver de modo digno do Evangelho (Fp. 1.27). A teologia precisa produzir vida. A doutrina precisa desembocar em ética. Aqui é o Evangelho que estabelece a norma ética. OS crentes de Filipos deviam viver como pessoas convertidas tanto dentro da igreja quanto fora, no mundo. A fé que abraçamos precisa moldar o nosso caráter. A vida do cristão é o quinto Evangelho, a página da bíblia que o povo mais lê. Precisamos viver de modo digno para não sermos causa de tropeço para os fracos. Precisamos viver de modo digno para não baratearmos o Evangelho que abraçamos. Precisamos viver de modo digno para ganharmos outros com nosso testemunho. Em segundo lugar, a necessidade de unidade no trabalho. A igreja de Filipos estava sendo atacada numa área vital, a quebra da comunhão. Seus membros estavam fazendo a obra de Deus, mas divididos. Paulo os exorta a estarem firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica. A igreja não é apenas um amontoado de gente vivendo num parque de diversão mas um grupo de atletas trabalhando juntos pelo mesmo objetivo. Paulo diz que os crentes devem trabalhar como atletas de um time, todos com a mente focada no mesmo alvo, o avanço do Evangelho. Unidade de coração e de mente. Isso fala das afeições, de como nos sentimos diante das pessoas e reagimos a elas. Fala acerca das coisas que realmente são importantes para nós. Unidade na fé. A igreja precisa ter unidade doutrinária. Precisamos lutar não por modismos, doutrinas de homens, mas pela fé evangélica. Fora da verdade, não há unidade. Muitos cristãos fraquejam, ensarilham as armas e fogem do combate na hora da tribulação. Outros se distanciam não da obra, mas dos irmãos, e rompem a comunhão fraternal. Paulo os exorta a estarem juntos e firmes lutando pela fé evangélica. Em terceiro lugar, a necessidade de coragem em meio à perseguição. A igreja de Filipos estava enfrentando uma ameaça interna (a quebra da comunhão) e uma ameaça externa (a perseguição). Paulo os exorta a trabalharem unidos e também a enfrentarem os adversários sem temor, sabendo que o padecimento por Cristo é uma graça pois até mesmo a perseguição à igreja vem da parte de Deus. É bem verdade que somente pela fé, que vem pela graça, pode o sofrimento ser considerado um privilégio. Enquanto muitos pregam que a glória é a insígnia de todo cristão, Paulo afirma que a marca distintiva do crente é a cruz. O sofrimento por causa do Evangelho não é acidental, mas um autoprivilégio, nada menos que um dom da graça de Deus. Que Ele nos abençoe!

2 de mar. de 2012

O DESAFIO DO COMPROMISSO - COM DEUS

“Vocês não me escolheram, mas eu vos escolhi para irem e darem fruto. Fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome. Este é o meu mandamento: amem-se uns aos outros”. (Jo. 15.16-17) A dinâmica da vida apresenta cada dia situações mais diferentes e inusitadas, as quais devemos encarar como desafios que devem ser enfrentados no desejo de crescimento e amadurecimento com a finalidade de descobrirmos o verdadeiro sentido da nossa existência. Não estamos aqui por acaso! Há um hino que diz: “Deus tem um plano em cada criatura”. No segundo domingo de Fevereiro Deus nos incomodou sobremaneira, quando ouvimos que “O chamado é de todos” e ainda mais sobre “A missão de cada um”, mensagens que nos fizeram refletir o quanto realmente estamos comprometidos com o Reino e o quanto Deus pode contar conosco para o estabelecimento desse Reino no mundo. Estamos aqui com uma missão confiada a nós pelo Rei Jesus e que está muito clara no texto do Evangelho de João – DAR FRUTOS. Isto significa que precisamos entender que a nossa missão baseia-se na convicção de até aonde vai o nosso amor e o nosso compromisso com o Mestre. Será que este compromisso vai além dos nossos interesses particulares? O nosso compromisso com Deus vai além do conforto material ou das benesses oferecidas pelos prazeres do mundo? A tragédia dos crentes do presente século é que temos negligenciado a renúncia, o sacrifício, o verdadeiro discipulado de Jesus. Com muita frequência, consideramos a fé Cristã como um escape do inferno e uma garantia para alcançar o céu, sem reconhecer que o Senhor Jesus é muito mais importante de tudo quanto temos: Nossa vida, nosso amor, nosso tempo, nosso dinheiro, nossa inteligência, nossa vontade, nosso coração, nossas mãos, nossos pés, nossa voz, nosso corpo todo – sim, TUDO! É um desafio a entrega total da vida ao Senhor. O comprometimento é uma atitude. Ao tomarmos esta atitude, isto é, ao nos comprometermos de verdade com o Senhor, estaremos dentro de sua expectativa em relação ao que Ele espera de nós – uma vida plena e frutífera, uma vida com verdadeiro significado. É isto que Ele espera de cada um de nós. Filhos de Deus disponíveis gastando a vida no maior e mais importante projeto do universo – a implantação do Reino de Deus no mundo. E isto é urgentíssimo. Os dias correm rapidamente e não podemos deixar para amanhã o que está em nossas mãos o fazer hoje, mesmo porque não sabemos se o amanhã vai chegar. Há uma grande razão para isso – a salvação e o preço pago na cruz. Deixe o seu coração se abrir para contemplar a cruz de Jesus e a graça do alto preço do seu sacrifício, o preço da nossa salvação. Estou certo que você verá também o quanto você tem procurado escapar das implicações difíceis e custosas que este compromisso exige. Faça como Paulo, considere sua vida uma libação preparada para ser derramada com alegria em benefício da família, dos vizinhos, dos amigos, da igreja. Você consegue! Deus conta com você. Seja frutífero e glorifique com sua vida o nome do Senhor.

Você é especial!

Deus te abençoe!

17 de fev. de 2012

DESAFIADOS À PRÁTICA DA BÍBLIA

“Levanto a Deus a minha voz; a Deus levanto a minha voz, para que Ele me ouça. No dia da minha angústia, busco ao Senhor...” (Sl. 77.1-2a) Dando continuidade ao tema do último boletim, quero chamar a atenção para a importância da nossa devoção particular, nossos momentos de intimidade com Deus e o texto acima parte do Salmo 77, nos convida a refletirmos sobre isso (leia o texto completo). “O que o Salmista está nos comunicando sobre seu momento de devoção pessoal, é alguma coisa de sublime importância para a vida do crente. O que ele diz fazer diariamente, deveria ser algo presente em nossas vidas também. Este Asafe, escritor deste Salmo e de vários outros, era um dos responsáveis pelos cânticos de louvor, desde os tempos de Davi. Os seus filhos se perpetuaram neste trabalho, dirigindo a parte musical (instrumentos e corais) dos cultos, com o templo depois, e até a restauração com Esdras e Neemias mais tarde. Nestes versículos ele nos transmite a idéia de que era à noite que se recolhia para pensar e escrever os seus Salmos (“Lembro-me do meu cântico”) refletia e meditava intimamente (“Consulto com o meu coração”) e finalmente, sondava o seu interior, questionava-se (“Examino o meu espírito”). Eis aí um exercício que todos nós crentes deveríamos cultivar em nossas vidas hoje. O hábito de encerrar os nossos dias num momento de devoção como este, em que através de um exame interior, pudéssemos “cantar” ao Senhor agradecendo as bênçãos recebidas e as lutas vencidas, ler a palavra de Deus e refletir sobre o texto, seu significado e aplicação ao viver, e orar indagando e sondando o coração sobre os passos a tomar, as vontades que nos estão movendo, os propósitos que nos estão atraindo. Um Deus Santo como o nosso, exige de cada um de nós que nos dizemos crentes, momentos “santos” assim, separados para devoção, para o culto, para o exame interior. Só ampliaremos a nossa vida cristã, no grau de santidade que devemos alcançar, na medida em que através de momentos assim, venhamos a crescer em nossa espiritualidade, aumentar a nossa comunhão com Ele, sentir a presença Dele em nosso viver.

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(Livro Atualidades com Adaptações)