Barra de vídeo

Loading...

17 de mar de 2011

"UM CHORO POR AMOR À FAMÍLIA"


Moramos durante dois anos em uma pequena aldeia no interior da República da Guiné, África, quando participamos da primeira equipe do Projeto Radical - Voluntários Sem Fronteiras. Nesse período fizemos muitas amizades, laços como de uma família. Lá, eu tinha como meu pai um senhor chamado Dauda que, com muita paciência, ensinou a todos da equipe o dialeto local e muitas coisas sobre a cultura do seu povo. Esse homem tem duas esposas e alguns filhos que são como irmãos para mim.
Após três anos no Brasil retornei à República do Guiné, agora casada com o missionário Filipe Santos. O reencontro com meus "familiares" africanos foi muito especial, ainda mais por estar de volta com um novo membro da família, o meu esposo. Umar, um dos filhos daquele homem da aldeia, aceitou a Cristo durante o período em que estive fora. A cada dia ele cresce na fé e no conhecimento de Deus. Umar ainda não confessou publicamente sua conversão em Cristo por temer a reação de sua família; seu pai é um dos mais respeitados muçulmanos da aldeia.
Durante um estudo bíblico com Umar falamos que, concernente à sua vida espiritual, ele deveria obedecer a Cristo, independentemente do que sua família siga. Lembramos-lhe que deve mostrar respeito aos seus pais e aguardar, com sabedoria, o momento certo de comunicá-los sobre sua decisão. No final do estudo oramos agradecendo por sua compreensão da Palavra de Deus e pedimos forças e coragem para ele. Naquele momento de oração o ex-muçulmano não conteve suas lágrimas de emoção e de inquietação. Umar desejava falar abertamente da sua conversão em Jesus, e queria que sua família seguisse o mesmo caminho.
Na África é incomum ver homens chorar. Ver Umar, um jovem de 20 anos, derramar lágrimas como uma criança foi algo extremamente impactante. Ele chorou por amor à sua família, e chora ainda hoje pedindo a Deus que transforme a todos e que o Espírito Santo convença-os da necessidade que eles têm de seguir esse mesmo Mestre que Umar decidiu seguir.

Anne Dias Rodrigues,
missionária da JMM na Guiné

Nenhum comentário:

Postar um comentário