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19 de nov de 2009

Igreja - Comunidade Terapêutica

"Portanto, levantai as mãos cansadas e os joelhos vacilantes; e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que é manco não se desvie, antes seja curado. Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem" (Hb. 12:12-15).

De acordo com os ensinos do Novo Testamento, a comunhão é um presente de Deus à Sua igreja. Quando decidimos vivenciar no dia-a-dia este fantástico presente, entendemos a responsabilidade mútua que precisa caracterizar a vida em comunidade e experimentaremos em sua plenitude, o alívio das cargas impostas pela vida. Numa comunhão verdadeira, todos se conhecem, sabem tudo um sobre o outro, comunica-se sobre o bem-estar e o sofrimento. Quando um sofre, todos sofrem com ele porque o conhecem e amam. Quando um se alegra, todos se alegram com ele porque são informados de sua alegria ou a observam nele. Numa verdadeira comunhão, existe um intenso intercâmbio de se dar e receber que necessariamente precisa se completar com atitudes práticas, pois, quando um sempre e somente dá, em breve estará exaurido, seja completamente arrasado no chão, seja bem no alto como "ditador" solitário. Quando alguém apenas recebe, ele igualmente estará esgotado, seja bem embaixo, saciado e satisfeito consigo mesmo, seja bem no topo, arrogante e insatisfeito. Em ambos os casos a comunhão é destruída.
O texto em referência nos convida a pensar na igreja como um lugar de vida, onde deve haver em primeiro lugar um relacionamento vivo de fé em Cristo estendendo-se num estreito relacionamento e comunhão restauradora entre nós, o seu povo.
Não podemos ficar de braços cruzados, já que o cuidado mútuo que deve haver entre nós, exige trabalho, paciência, tolerância e humildade para entender que também somos carentes e necessitados.
Na inspiração desta porção da palavra de Deus, é de suma importância refletirmos como tem sido em nossa igreja a prática da comunhão verdadeira. O texto fala de ajuda, encorajamento, fortalecimento mútuo, cura, promoção da paz e harmonia, união, não provocar amargura ou ressentimento no coração de alguém, buscar a santificação, deixar de lado os queixumes, ajudar o outro a levantar quando cair nas situações adversas, não contaminar a comunidade com nossos sentimentos egoístas ou egocentristas. Temos tentado colocar isto na prática do nosso dia a dia? Certamente uma das provas essenciais da nossa nova vida em Cristo está no modo pelo qual nós vivemos uns com os outros.
Que neste tempo que completamos nosso 40º aniversário, confrontemos sinceramente nosso estilo de vida e se necessário, haja mudanças radicais em nossos procedimentos para que não sejamos pedras de tropeço ou embaraço na vida daqueles que Deus coloca diante de nós para serem incluídos no Corpo de Cristo.
Que Deus nos ajude!
Geovani Colares Silva, seu pastor e amigo

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